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Esta é a história da Joana

  • Foto do escritor: projetonaomecalo
    projetonaomecalo
  • 14 de out. de 2018
  • 2 min de leitura


Depois de concluir o Ensino Superior, a Joana emigrou para procurar um emprego na sua área. Conseguiu fazê-lo e acabou por integrar uma equipa de trabalho que incluía tantos profissionais portugueses como de outras nacionalidades. Após 2 anos a trabalhar em harmonia com essa equipa, a Joana acabou por ter um problema pessoal com uma das suas colegas. Esta colega começou a maltratar a Joana e decidiu falar mal dela aos restantes membros da equipa, criando um ambiente de trabalho hostil e desconfortável. A Joana começou a ser excluída de eventos pessoais e profissionais, eventos esses que os colegas faziam questão de mencionar posteriormente no trabalho.


Como resposta, a Joana reportou o que se estava a passar à sua chefe, na esperança de que os abusos cessassem, mas tal não ocorreu. Além de ser ignorada e excluída todos os dias pelos colegas, também a chefe começou a ser conivente com estas atitudes de marginalização. A Joana era retirada de certos turnos e horas extra e a justificação que recebia era “não posso ser justa contigo porque vou incomodar os outros”. Os problemas pessoais da Joana jamais deveriam ter afetado o seu trabalho, algo que ela sempre defendeu. Porém, esta INJUSTIÇA perpetuou-se porque a sua chefe cedeu à pressão dos outros profissionais e não soube ser imparcial e profissional.


De repente, aquele que era o segundo lar da Joana num país que não era o dela tornou-se num verdadeiro pesadelo. Foi aconselhada a reportar a sua chefe e a colega que despoletou isto tudo mas ela encontrava-se tão frágil emocionalmente que só pensava em fugir. A Joana quer contar-nos que, na época, pensava muitas vezes que o problema era, efetivamente, ela. Devido à ansiedade e stress, deixou de conseguir dormir adequadamente e a sua saúde mental e física ficaram fragilizadas. A demissão por vontade própria acabou mesmo por ser a única alternativa.


Depois de se demitir, uma das colegas veio despedir-se da Joana, em lágrimas, acrescentando que lamentava toda aquela situação e que não tinha ideia de que ela se estava a sentir assim tão mal.


Hoje, a Joana encontrou outro emprego na sua área. Sente-se COMPETENTE no trabalho que faz, integrou-se bem com a nova equipa e fez amigos rapidamente. É uma pessoa feliz e realizada, apesar da má experiência que teve.



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Não conseguimos ver os olhos da pessoa representada nesta fotografia. Ela não é a Joana mas podia muito bem ser. Não lhe vemos os olhos porque a Joana podia ser qualquer um de nós, ou uma amiga nossa, a nossa filha/irmã/mãe, a nossa colega de trabalho que cumprimentamos todos os dias, etc.


Se és vítima de bullying ou se tens conhecimento de alguém que esteja a passar por essa situação, queremos dizer-te que há coisas que podes fazer para combater este flagelo social. Informa-te em http://www.apavparajovens.pt/pt/go/o-que-fazer2 e não deixes de fazer ouvir a tua voz.


O Projeto NÃO ME CALO quer dar-te os parabéns, Joana, pela coragem que tiveste ao partilhar a tua história, e por nos ajudares a combater o bullying. Muito obrigado! Não baixamos os braços, estamos a torcer por ti, estamos a torcer por todos.


Comentários


No dia 20 de outubro assinala-se o Dia Mundial do Combate ao Bullying. “A data é um alerta internacional para o problema do bullying com que muitos jovens vivem. Segundo a UNICEF, uma em cada três crianças do mundo, entre os 13 e os 15 anos, é vítima de bullying na escola regularmente.”

© 2018 por NÃO ME CALO.

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