PROJECTO NÃO ME CALO
No dia 20 de outubro assinala-se o Dia Mundial do Combate ao Bullying. “A data é um alerta internacional para o problema do bullying com que muitos jovens vivem. Segundo a UNICEF, uma em cada três crianças do mundo, entre os 13 e os 15 anos, é vítima de bullying na escola regularmente.”
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Por acharmos que este é um combate que não cabe apenas a algumas pessoas e a um dia em particular (mas sim a todos os dias e todas a pessoas), decidimos lançar este projeto, cujo objetivo passa por consciencializar para a importância deste flagelo social e também oferecer a quem precisa uma palavra de apoio e direções sobre como procurar ajuda profissional.
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Fotografámos e recolhemos depoimentos de pessoas que já tenham passado ou estejam a passar por algum tipo de bullying.
As fotografias são tipo retrato, duas por pessoa. Numa, o modelo aparece com o antebraço direito sobre os olhos, no qual está escrita uma palavra que representa uma injúria/insulto associada ao bullying sofrido pela pessoa da história. Na outra, o modelo aparece com o antebraço esquerdo a tapar o direito, exatamente na mesma posição, no qual está escrita uma palavra que mostra superação (algo ou alguma coisa que a pessoa conseguiu atingir na vida, apesar do bullying do passado/presente).
Publicamos estas fotografias conjuntamente, em díptico, acompanhadas por um texto que descreve a história da pessoa representada. Queremos mostrar que a pessoa que ali está representada podia ser qualquer outra, desde os nossos colegas de trabalho e escola a um familiar, por exemplo, razão pela qual os olhos não são visíveis nas fotografias (os antebraços tapam-nos. Frisamos também esta questão no texto.
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O anonimato dos participantes foi assegurado quando tal nos foi solicitado. Nesses casos, pedimos a alguém que se deixasse fotografar no lugar do participante (na descrição da história, está explícito que a pessoa fotografada não é a da história). O mesmo se aplica aos participantes que nos escreveram fora da zona de Lisboa.
Deixámos nos textos, ainda, links e dicas sobre como procurar ajuda, nomeadamente através da APAV (Associação Portuguesa de Apoio à Vítima). Pretendemos dar a conhecer as plataformas de apoio existentes no nosso país e o que pode ser feito.
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Tentámos representar o máximo de tipos de bullying possível: físico, verbal, sexual, social, ciberbullying, bullying homofóbico/transfóbico, bullying no local de trabalho, etc.
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Queremos deixar aqui uma nota de agradecimento sentido a todos os nosso participantes, pela coragem que tiveram em patilhar a sua história. Agradecemos também a todos os modelos que se disponibilizaram para ser fotografados e a todas as instituições que apoiaram o projeto e divulgaram a nossa campanha. A todos, o nosso muito obrigado!